Aproveitei que ela havia saído para buscar um cinzeiro na sala e comecei a remexer em suas folhas de estudo, até notar algo escrito, provavelmente com pressa, em canetinha marrom - “tenho de me peneirar, me esculpir a atenção novamente, pois estou poluída, diluída pelo dia-a-dia e brusca para com toda a vida”. Foi quando finalmente entendi o por quê de ela me olhar daquele jeito, como quem queria me ler inteiro, me gravar em sua mente e me carregar para sempre debaixo de sua pele.
Jéssica Happatsch
Não me olhe assim… Eu naõ tenho culpa...qualquer coisa que venha